quarta-feira, 17 de setembro de 2014

MEIA MARATONA DO PORTO



Aconteceu no passado domingo, 14, nas ruas das zonas ribeirinhas das cidades de Porto e Gaia, num esforço conjunto das duas autarquias dourienses, a 8ª edição da Meia Maratona do Porto / SportZone, tendo reunido milhares de atletas e caminhantes que deram um colorido bonito ao já belo e singular colorido das duas margens do rio Douro, numa aposta uma vez mais conseguida, quer pelo empenho das duas localidades, quer pelo grande, constante e ruidoso apoio das populações que mesmo numa manhã que prometia ser molhada não deixaram de descer à Ribeira para ver, incentivar, aplaudir.

Numa manhã com bom tempo para a prática desportiva, embora com um alto nível de humidade no ar, assinalada por uma forte chuvada antes do tiro de partida, foram milhares os que acorreram a alinhar nos blocos de partida que a cada um dizia respeito, para percorrerem os 21km de estrada que ligava a ponte do Freixo, no Porto passando pela ponte de D. Luís com direito a travessia para Gaia, onde se retornava na Afurada, e regresso pelo mesmo trajecto ate a meta instalada na Foz do Douro, em pleno Jardim do Calém/Fluvial.

A organização esteve a cargo da RunPorto, estrutura competente e com provas dadas no panorama atlético do norte do País, que mais uma vez organizou e supervisionou  esta Meia Maratona SportZone, que tudo fez para que os atletas se sentissem "em casa", não descurando o transporte em autocarro, de dois locais distintos (Meta e Trindade) para o local de partida por baixo da ponte do Freixo, permitindo assim que cada um chegasse sem sobressaltos ao local da prova, bons e regulares abastecimentos tanto no percurso como na zona de chegada, com água, fruta, isotónicos, refrigerantes, iogurtes.

Neste aspecto, permitam-me que faça um reparo (talvez seja mais uma critica): pensava este simples atleta de pelotão, que embora não pareça já anda nisto há uns anos, pensava, dizia eu, que este país comportasse pessoas e ainda por cima "atletas" mais civilizados, mais companheiros e acima de tudo mais urbanos do que aqueles que uma vez mais tive o desprazer de presenciar; só faltou alguns levaram caixas de bananas para casa... caixas de iogurtes... sacos com latas de Coca-Cola... enfim, é a estirpe que temos.
No final, uma bonita medalha comemorativa.



A minha participação, neste meu regresso às meias maratonas, a primeira após Dezembro de 2012, um pouco fora do planeamento de treino, teve um balanço que considero meio positivo, pois embora tenha sido abordada de forma menos competitiva, num treino mais longo, sem ter tido a noção de cansaço, nem de fadiga fora do normal, resultou numa prova em que consegui chegar ao fim sem pôr em causa a preparação. 
Dizia eu, objectivo meio conseguido, pois se por um lado um dos objectivos era terminar uma meia maratona, o que aconteceu, o outro seria fazê-lo abaixo das 2 horas de provas, e no final o relógio marcava 2h02'48'', mas fica para uma próxima ocasião, quem sabe...
Mas nada descontente ou desmotivado, pois os tempos atingidos nos 2 chek-point, aos 8 e 15km de prova, dão a garantia segura de que "isto" está a ser feito de uma forma correcta, conforme o planeamento. 

RESULTADO FINAL OFICIAL

DISTÂNCIA: 21.097 m

TEMPO: 2H02'48"

CLASS GERAL: 3018º

CLASS ESCALÃO: 232º


Até dia 27, em ... Marinha Grande.

domingo, 17 de agosto de 2014

37ª CORRIDA MESTRE DE AVIZ


Batalha, vila portuguesa sede de município no distrito de Leiria, localidade com menos de 2.000 habitantes, fundada pelo rei D.João I, juntamente com o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, para agradecer o suposto auxilio divino concedido na vitória da batalha de Aljubarrota, acolheram na manhã de 14, feriado municipal, a 37ª edição da prova de atletismo Mestre de Aviz, em homenagem ao Condestável, São Nuno de Santa Maria, prova que teve o seu inicio precisamente no campo de S. Jorge, local onde em 14 de Março de 1835 se desenrolou a dita batalha de Aljubarrota.

Numa manhã com uma boa temperatura para a prática desportiva, onde por vezes se fazia sentir uma leve brisa refrescante, cerca de três centenas de valentes infantes alinharam à partida de mais uma batalha, desta vez não pela independência mas pelo prazer de correr e chegar ao Mosteiro no menor espaço temporal possível, não contra os castelhanos comandados por D. João I de Castela, mas sim contra o cronometro da AALeiria.

A organização a cargo do município com os apoios da AALeiria e da Trilho Perdido, esteve a um nível razoável de organização, com controle por chip, relógio na meta, percurso bem referenciado a cada quilometro, num percurso tendencialmente a descer, não fora a subida (durinha) inicial e a que dá acesso à ponte da Boutaca, abastecimento de agua no percurso e no final, portanto a merecer nota positiva, apenas com um reparo: "... prémios de participação para todos...". Onde? 
Ah, ok, o saco plástico, 3 folhetos, um queque e uma maçã (não havia tamanho mais pequeno, senão...).
Bem sei, bem sabemos que não se corre por prémios de participação, mas..., ... 


A minha participação, englobada no plano de treino que teimo em cumprir nesta epopeia de conseguir voltar à estrada, teve um balanço positivo, pois foi abordada de forma descontraída, num treino mais rápido (em dia de descanso!!!), sem forçar, acompanhado, sem ter tido a noção de cansaço, nem de fadiga fora do normal. 
Objectivo conseguido, corrido ao ritmo proposto, poderia ter sido mais vigoroso e ter retirado alguns segundos ao registo final, mas não era esse o pressuposto da participação, e quando as coisas correm bem, e nos sentimos agradados com o desempenho e a forma a aparecer, não vale a pena inventar.... 

RESULTADO FINAL OFICIAL

DISTÂNCIA: 6.400 m

TEMPO: 31'37''

CLASS GERAL: 268º

CLASS ESCALÃO: 27º


Até dia 14, em ... Porto.

domingo, 13 de julho de 2014

3ª CORRIDA JOÃO LOURENÇO



Espinheiro, pequena localidade rural pertencente ao concelho de Alcanena, recebeu com pompa, circunstância e até com entusiasmo, todos aqueles que na quente (muito quente) manhã de sábado, dia 12, ali se deslocaram para participarem em mais uma edição, a 3ª, da Corrida de homenagem a João Davide Lourenço, filho ilustre da aldeia, que dedicou grande parte da sua vida a recolher objectos agrícolas e outros que iam caindo no esquecimento das populações e que hoje se encontram reunidos no museu etnográfico com o seu nome.

Em manhã de intenso calor, não foram muitos os que se aventuraram a correr os 11.800m do circuito de duas voltas com que a organização nos brindou, e às 10H00, estes "loucos", entre os quais se encontrava este "escriba", partiram para a aventura que se veio a desenrolar neste autêntico carrossel ribatejano, em que as descidas não compensavam as subidas, mas que se veio a revelar uma manhã desportiva de muito convívio desportivo e social.

A organização, a cargo da Junta de Freguesia local, esmerou-se por nada faltar e uma palavra de agradecimento deve ser aqui publicamente deixada, pois não faltaram vários pontos de abastecimento ao longo do percurso, a presença constante de elementos dos Bombeiros de Alcanena e claro, da alegria e entusiasmo desta gente simples que tão bem sabe receber quem os visita, razoáveis instalações para um duche retemperador e claro, a rematar tudo isto um delicioso almoço de convívio, oferta da organização, bem regado, com comida tipicamente ribatejana e um pão caseiro de louvar. Um dia em cheio.
A minha participação, encarada mais como um treino nesta minha teimosia de voltar à estrada, teve um balanço positivo se encarado como um treino mais rápido, intenso e diferente, pese embora o facto de estar muito calor, mas a estrada é mesmo assim.
Considero um objectivo conseguido, corrido ao ritmo proposto, poderia ter sido um pouco mais intenso, mas as subidas constantes e o calor não o permitiram, mas mesmo assim considerando o tempo de preparação, o peso e a velocidade, não posso forçar muito mais...



RESULTADO FINAL OFICIAL

DISTÂNCIA: 11.800 m

TEMPO: 1H 10'15''

CLASS GERAL: 35º

CLASS ESCALÃO: 5º


Até dia 15, em ... Batalha.